Olhos se abrem contemplanto um céu nublado,
um vento gelado toca sua bochecha.
Esse era o clima que alegrava o coração de Elizabeth,
acendia uma espécie de luz em seu interior, que a fazia maravilhar-se
mesmo com a mais terna manifestação da natureza.
Sozinha no meio da relva em suas roupas tão clássicas, era como um afresco pintado sobre
a mais sublime das tranquilidades.
O vento sopra com força agora, prevendo uma chuva eminente.
Começam as primeiras gotas.
Uma pessoa qualquer procuraria abrigo, mas não Elizabeth.
Fechando os olhos quis apenas ouvir o barulho da chuva batendo nas folhas, sentir a água
tocando sua pele e escorregando pelo seu rosto como que para lavar sua alma.
"Como pessoas podem morrer sem ter um momento tão pleno e simples como esse?"
Abriu os olhos e num ímpeto resolveu correr pela chuva, o quanto podia e como podia,
aos saltos, rodopios, passos de suas danças habituais, rindo de si mesma.
Poucas pessoas se sentem livres o bastante para fazê-lo e ela se indagava o por quê disso.
Não mais que de repende a chuva foi cessando ao passo que Elizabeth também.
Escutou-se ao longe um passarinho cantando e um leve raio de sol refletiu na grama molhada.
Elizabeth pôs-se a caminho de casa, seu momento feliz se esvaía aos poucos.

Por que será que toda gótica adora uma Elizabeth?
HHAUAHAUAHAUAHAUA
AMEI MUITMUITOMUITOMUITO
continue a escrever...